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5 anos sem Marielle: "Um crime contra a democracia", diz Freixo

Em entrevista ao 8 ball pool jogos 360, presidente da Embratur afirma que assassinato tem que ser esclarecido

5 anos sem Marielle: "Um crime contra a democracia", diz Freixo

O assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco completa cinco anos na 3ª feira (14.mar) e o caso segue sem respostas sobre o mando do crime. O amigo e aliado político de Marielle, Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur, falou sobre o caso, os rumos da investigação, a busca pelos mandantes do assassinato. Alem disso, falou sobre a saudade da amiga, em entrevista ao Agenda do Poder, com os jornalistas André Anelli e Milena Teixeira. Veja abaixo trechos da entrevista.

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Freixo disse que apesar dos executores Ronnie Lessa e Elcio Vieira estarem presos, é importante que se descubra quem foi o mandante do crime e que a resolução do caso ultrapassa questões políticas.

"Quem atirou estão presos, não foram julgados ainda, mas não sabemos quem são os mandantes, qual é a razão. Por que isso é de extrema relevância? Não é porque eu conheci a Marielle, porque ela é do partido A, B ou C, porque ela é de direita ou de esquerda. Nada disso tem relevância, a questão é outra: nós temos uma mulher eleita, nós temos uma vereadora que é brutalmene assassinada, por uma razao que é política, isso a investigação ja descobriu, ou seja, não foi um crime passional, não foi assalto, não foi bala perdida, não foi nada disso. Há uma motivação política, há um assasinato encomendado de uma pessoa eleita", falou.

O presidente da Embratur também classifica o episódio como um "crime contra a democracia".

"O crime contra a vida da Marielle é um crime contra a democracia. Marielle trabalhou comigo durante 10 anos, foi da minha equipe, uma grande amiga, uma pessoa extraodinária, uma mãe, uma filha, uma amiga, nós perdemos uma pessoa querida, mas o assassinato da Marielle é mais do que isso. Por isso envolveu tanta gente, por isso mexeu no mundo inteiro, porque é um crime contra um pais, contra uma democracia, o assassinato da Marielle é um atestado de óbito para o Rio de Janeiro e para a democracia brasileira, e nós temos que saber: quem mandou? Por que mandou matar? Por que uma mulher eleita, vereadora, que vem da favela ameaça o Brasil? Não deveria", afirmou.

Investigação
 
Freixo também comentou sobre a demora da resolução do caso e comemora a prioridade dada pelo governo Lula para descobrir os motivos do crime.

"Lamentavelmente as investigações cometeram erros muito graves. Nós tivemos troca de delegados por cinco vezes, o que evidentemente atrapalha, e nós chegamos a cinco anos com uma sensação de impunidade muito forte. O ministro Flávio Dino, que acabou de assumir o Ministério da Justiça, publicamente disse que esse é um caso prioritário e ele está correto em dizer isso. Então a Polícia Federal entra no caso de uma maneira diferente, e a nossa esperança se renova para que a gente venha a descobrir quem foi o mandante desse brutal assassinato", apontou. 

Sobre a federalização do caso, Freixo disse que era contra que acontecesse em 2018, mas que agora a parceria da Polícia Federal no caso pode ser fundamental.

"Nós fomos, eu fui contra, a família foi contra federalizar o crime em 2018 porque nacionalmente nós tinhamos um conflito muito grande e a própria Polícia Federal estava indo para mãos de pessoas que, de alguma maneira, ajudavam na criminalização da imagem da Marielle, então essa rede de fake news estava acontecendo com o Brasil naquele momento. A gente não se sentia seguro de federalizar o crime em 2018, pelo o que estava acontecendo com o Brasil politicamente. Agora é um novo governo, uma nova Polícia Federal, a instiuição sobreviveu, e que bom, porque é muito importante para a democracia. Agora não se trata de federalizar, mas a Polícia Federal atuará no caso em colaboração com o governo do Rio e isso é juridicamente permitido, então hoje a superintendência da PF do Rio assume o caso junto com a Polícia Civil, junto com o Ministério Público estadual, mas também vai fazer uma investigação". 

Assassinos

Freixo disse que o caso "destampou" um Rio de Janeiro "podre", tomado pela milícia e pela violência.

"Eu, particularmente, tenho uma esperança muito grande, até pela entrada da Polícia Federal nesse momento do caso. Os assasinos, os atiradores, são assassinos profissionais, algo que, lamentavelmente, o Rio convive há muito tempo. Tanto o Ronnie Lessa quanto o seu motorista, Elcio Vieira, eles eram agentes públicos da segurança do Rio, em exercício inclusive. Eles são assassinos investigados por diversos assassinatos e nunca tinham sido presos, então o assassinato da Marielle destampa um Rio de Janeiro muito apodrecido, muito violento, muito mafioso, que nós denunciamos, eu e a Marielle, durante muitos anos e lamentavelmente ela pagou com a vida. É uma podridão que envolve o Rio, que envolve crime, polícia e política. E aí eu faço homenagem aos bons policiais, que nada tem a ver com isso, que de alguma forma traz esse Rio da milíca", disse.

O presidente da Embratur lamenta a demora, diz que em cinco anos muitas provas deixaram de ser produzidas, mas que é "absolutamente possível" com ajuda da internet que a investigação avance e descubra quem foi o mandante e complementa:

"Não tenho esperança que os assassinos confessem alguma coisa, não se trata disso. Acho que a investigação trate de outros caminhos, que deveriam ter sido percorridos e não foram por alguma razão".

Repercussão 

Marcelo Freixo contou sobre como as fake news foram criadas para criminalizar a imagem de Marielle e lembrou que a primeira mentira tinha sido compartilhada na internet enquanto o corpo da vereadora ainda nem tinha sido tirado do carro.

"Fui ao lugar do crime assim que fui avisado. A Marielle era uma grande amiga, eu fui avisado imediatamente depois. Fui lá e cheguei junto com a polícia, e, por incrível que pareça, a primeira fake sobre a Marielle, o corpo tava dentro do carro ainda. Eu tava do lado do delegado da delegacia de homicídio, delegado Fábio, quando chegaram com o celular pra mim, com a primeira fake news sobre ela, jogando contra a imagem dela, que depois foi evidentemente esclarecido que era uma fake news, ou seja, essa fake tava pronta provavelmente antes da morte dela, então isso diz muito. Mataram fisicamente a Marielle e tentaram de tudo para matar simbolicamente a Marielle depois da sua morte", lembrou. 

Perguntado pela jornalista Milena Teixeira se achava que o assassinato da Marielle tinha um paralelo com a morte do americano George Floyd, homem negro sufocado até a morte pela polícia dos Estados Unidos, em 2020, Freixo respondeu que a comoção pelas mortes desaguou em um recado que não é possível mais uma sociedade racista.

"Eu acho que o recado que o mundo dá na repercussão no caso Marielle é um recado de que não cabe mais no século XXI uma sociedade racista, um modelo de justiça que seja racista, porque é obvio, a morte da Marielle, a gente ta falando de uma mulher negra, que veio da favaela, que vence na vida, que fez pré-vestibular comunitario, que é mãe, que se elege, e o mandato da Marielle era um mandato muito importante para a democracia brasileira, que precisa se reafirmar. Nós temos uma república do final do século XIX, mas que não venceu todas as etpas da escravidão. A gente sabe e o mundo também vive isso, então o mundo reage, diz que não se aceita mais que se faça isso com uma mulher negra, é inaceitável, nós não podemos mais trbalhar na ideia que essas coisas possam acontecer, não pode", falou.

Ainda, Freixo conta que apesar de Marielle não estar viva, se faz presente de várias maneiras.

"A morte da Marielle é uma tragédia, a gente queria ter ela aqui no meio da gente sempre, mas a Marielle vence essa violência, ela vence o que tentam fazer com ela. Ela não está viva, não está do lado da gente, mas ela está presente. Quado se fala 'Marielle presente', ela tá presente, a quantidade de jovens, mulheres, mulheres negras, no lugar de ficar com medo, foram para a rua para a vida publica, se manifestaram, se elegeram, e dizem 'o Brasil é o pais da liberdade, da democracia, é formado por pessoas negras, por mulheres negras, que têm direito a vda, têm dreito ao emprego, à representação, este Brasil venceu, demorou, foi doído, foi sofrido, mas venceu'. A gente quer justiça, mas a Marielle venceu a bárbarie, venceu a violência".

Relação com Anielle Franco

Freixo também comentou sobre a irmã de Marielle, Anielle Franco, como ministra e rememorou sobre a trajetória de vida das irmãs com ele.

"Eu vejo a Anielle hoje como ministra do governo Lula e isso me traz a ideia de que a vida nos surpeende, a vida pode ser sempre maior. Foi a Anielle que me apresentou a Marielle. Ela foi minha aluna no ensino médio, sou professor de história, e ela me apresetna a Mareille, que trabalha comigo por 10 anos, então meu laço com essa família é muita profunda, e muita saudade dessa grande pessoa, dessa risada insesquecível, dessa alegria e dessa força em tantas mulheres negras que nao conheceram, que não tiveram a chance de conhecer pessoalmente a Marielle, mas ela tá presente na vida de vocês (mulheres), na perscpetcia que vocês tem de vida, na perspectiva profissional de vocês, na perspectiva familiar. Eu acho que a sociedade brasileira será melhor e a gente precisa fazer muitas homenagens à Marielle, exigir saber quem mandou matar a Marielle. É uma homenagem a ela e a esse Brasil que a gente ajudou a construir", finalizou.

Colaborou: Israel de Carvalho 

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